Rápido e Devagar

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Rápido e Devagar

Vinícius Thiengo
(1613) (3) (2)
Go-ahead
"É uma estrada áspera que leva ao topo da excelência."
Lucius Annaeus Seneca
Kotlin Android
Capa do livro Desenvolvedor Kotlin Android - Bibliotecas para o dia a dia
TítuloDesenvolvedor Kotlin Android - Bibliotecas para o dia a dia
CategoriasAndroid, Kotlin
AutorVinícius Thiengo
Edição
Capítulos19
Páginas1035
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Treinamento Oficial
Android: Prototipagem Profissional de Aplicativos
CursoAndroid: Prototipagem Profissional de Aplicativos
CategoriaAndroid
InstrutorVinícius Thiengo
NívelTodos os níveis
Vídeo aulas186
PlataformaUdemy
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Receitas Android
Capa do livro Receitas Para Desenvolvedores Android
TítuloReceitas Para Desenvolvedores Android
CategoriaDesenvolvimento Android
AutorVinícius Thiengo
Edição
Ano2017
Capítulos20
Páginas936
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Código Limpo
Capa do livro Refatorando Para Programas Limpos
TítuloRefatorando Para Programas Limpos
CategoriaEngenharia de Software
AutorVinícius Thiengo
Edição
Ano2017
Capítulos46
Páginas599
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Capa do livro "Rápido e Devagar" de Daniel Kanehman
Título
Rápido e Devagar
Categoria
Empreendedorismo
Autor(es)
Daniel Kanehman
Editora
Objetiva
Ano
2011
Edição
Páginas
607

Opa, blz?

Terminei a leitura do livro “Rápido e Devagar” de Daniel Kahneman (https://pt.wikipedia.org/wiki/Daniel_Kahneman) e editora Objetiva. Livro grande não pelo número de páginas apenas, mas pelo grau de dificuldade das palavras utilizadas no livro, como o autor é psicólogo, os termos utilizados foram muitos não comuns no que leio no dia a dia. O autor foi Nobel de Economia em 2002, é israelense e professor da Universidade de Princeton, é cético também, esse ultimo ponto é importante saber antes da leitura.

Na época que comprei o livro vi que ele tinha excelentes avaliações e tinha sido classificado entre os melhores livros do ano de 2011 quando foi lançado, ainda tendo o peso do autor ser um Nobel de Economia, adquiri para saber porque um livro chamado "Rápido e Devagar" era tão bem avaliado. Bom, de começo já informo que valeu a pena.

No livro o autor aborda como principais assuntos, tem alguns outros em torno dos principais, os Sistemas 1 e 2 que nós temos em nosso modo de pensar, na verdade esses sistemas não existem e o autor deixa isso claro no livro (no final dele), essa divisão na verdade é uma maneira de enxergar como utilizamos nosso cérebro, uma maneira / conceitos criados pelo autor. O Sistema 1 é responsável pelo processamento rápido aos questionamentos e decisões que temos de enfrentar, ele utiliza de lembranças do questionamento que nos é enviado ou de experiências similares para que possamos dar respostas rápidas e sem processamento lógico (area que cabe ao Sistema 2), por exemplo: fácil podemos responder ao questionamento “2 + 2”, porém quando é solicitado a nós a resposta para “317 x 43” não é tão simples, pois não temos a resposta já como lembrança. O Sistema 1 é responsável pela maior parte dos acertos e erros que cometemos durante o dia, porém segundo o autor, os acertos são sempre em maior número que os erros.

O Sistema 2 é também conhecido como o sistema preguiçoso, é a parte “Devagar”. É ele que nos permite resolver equações e a ter controle emocional, por exemplo. A principio, logo no inicio da leitura do livro, é possível pensar que o controle emocional é parte controlada pelo Sistema 1, no caso quando melhor trabalhado, mais habilidoso com as questões e problemas que chegam, mas não, ele é controlado pelo Sistema 2, solicitado quando o Sistema 1 não consegue dar uma resposta para a entrada que chegou, mas é ai que entra a jogada, a habilidade de acionar o Sistema 2, logo fica mais fácil entender que quando falo em controle emocional, na verdade estou me referindo a ter um controle emocional bom e não ao nível de controle emocional (bom ou ruim).

Quando o Sistema 2 não foi acionado (quando há discussões, ofensas, …) entenda como um não controle emocional, o Sistema 1 errando. Depois de lido algo assim, que o Sistema 2 é o inteligente “da parada” você pode pensar que então o que temos de fazer é criar o hábito de sempre chamar o Sistema 2 para problemas onde o Sistema 1 acha que sabe a resposta, porém segundo o autor não é assim que vamos obter o máximo dos sistemas, na verdade segundo ele o que devemos fazer é evoluir o Sistema 1 (não ficou explicito no livro o ”como", mas entendi como sendo o estudo - acumulação de conhecimento - e prática lidando com os questionamentos e não fugindo deles) para que o processamento rápido de nosso cérebro, a resposta instantânea, fique cada vez mais apurada, dando as respostas certas com menos processamento e consequentemente com a evolução dos Sistema 1 temos um Sistema 2 também evoluído. Por que isso? Porque segundo o autor nós não podemos simplesmente anular o Sistema 1 ante o uso do Sistema 2, isso seria adotar um padrão no qual sempre teríamos de pensar de forma lógica para responder, até para questões como “2 + 2”, algo que mesmo que o autor não tenha mencionado se já foi tentado, foi por ele mencionado ser impossível de fazer.

Há também algumas perguntas “pegadinhas” no conteúdo do livro onde o autor assume que você junto a maioria que recebeu a mesma pergunta, respondeu com a opção óbvia, porém a opção óbvia era a errônea e ai ele segue mostrando o porquê de você ter escolhido aquela opção, que foi uma falha do Sistema 1 e que se tivesse ele um pouco mais apurado teria acionado o Sistema 2, onde a resposta mesmo que errada teria passado por uma processo lógico e não apenas dado um feedback logo depois do fim da questão, veja por exemplo a figura abaixo.

 

 

Nessa imagem podemos pensar rapidamente que o homem da direita é maior que o anterior e isso sucessivamente, mas na verdade não, é uma ilusão que o Sistema 1 cria, chamada de falsa veracidade. Ele assume que é a resposta correta, mas se você pegar uma régua vai ver que todos os homens da imagem tem exatamente o mesmo tamanho. Depois de algumas outras amostras no livro, no mesmo nível da anterior, comecei a ser do contra nas opções óbvias e deu certo!

Há uma parte do livro onde o autor fala sobre regressão a média, a explicação é intrigante para quem tenta ao máximo evitar o termo “sorte". Na verdade o que o autor explica é que quando, por exemplo, um atleta atinge uma pontuação por vezes muito acima do padrão dos outros competidores, o que aconteceu foi que ele teve sorte ao lado dele nessa partida (golf, basquete, …) e que na próxima partida não devemos esperar o mesmo nível, ele tende a voltar a média e aqueles que foram abaixo da média tendem a melhorar o desempenho se aproximando da média ou até mesmo passando dela. 

A regressão a média é apresentada novamente nos Apêndices do livro, o autor mostra que nós teríamos de conhecer sobre esse fato e que alguns conseguem captar isso sem precisar de estudo sobre o assunto anteriormente em livros, por exemplo, esses são casos raros. Logo com a regressão a média não somos pegos de surpresa por resultados não esperados pela maioria.

Junto a regressão a media vem outros “n” termos como o efeito halo e histórias que podem deixar o leitor com um comportamento preguiçoso ou desanimado. Uma das histórias é quando  autor fala sobre a tentativa dele e de outros profissionais de Israel de montar um programa onde os alunos, antes de ingressarem nas universidades, deveriam ter na escola convencional uma matéria que suprisse mais sobre o conhecimento do cérebro e da tomada de decisões. O autor informa que na época um dos membros da equipe já tinha participado, ao menos acompanhado, outras tentativas de outros professores de implantarem programas na educação básica de Israel e que quando perguntado o tempo que levaram para terminar o projeto, que ainda precisaria ser aprovado pelos políticos do país, ele informou que em torno de sete anos os professores dos outros projetos (mais qualificados que os atuais, segundo ele) levaram para terminar e que poucos desses projetos foram aprovados. No momento todos os membros do projeto de Kahneman ficaram desanimados, mas ai entra o efeito halo, fazendo com que todos concordem que com o nível de produção atual e outras inspirações ao redor eles vão se sair bem (lembrando que eles estavam no começo do projeto, onde sempre sobra motivação e animação), o efeito halo dando maior peso a um caminho que segundo o autor, se fosse avaliado mais precisamente teria escolhido por desistir.

O projeto foi concluído depois de oito anos, alguns membros no processo sofreram com divórcios e outras perdas, alguns mantiveram-se fora por longos períodos e depois voltaram e assim foi. E advinha o que aconteceu no final do projeto? Não foi aprovado. Nessa parte o autor adota um viés de que nós temos de assumir que estamos sim trabalhando na coisa errada algumas vezes e que mesmo com muito esforço ela vai sair muito diferente do que queríamos, logo avaliar se devemos continuar é necessário segundo ele. Nesse ponto discordei do autor, pois o time dele somente tinha um membro que tinha assistido a outros projetos desenvolvidos e que os membros eram em um nível inferior aos membros das outras equipes e esse era o primeiro projeto deles todos juntos, logo, mesmo que o efeito halo tenha colocado uma motivação no caminho “errado” o autor não levou em conta a experiência adquirida do trabalho que todos tiveram juntos, agora eles sabem quem se dedica mais e quem menos, quais são os que trazem mais produção, onde foi que o projeto falhou segundo ao voto negativo da entidade avaliadora em Israel, que negou o projeto… essa experiência é necessária para que uma próxima tentativa no mesmo projeto, ou em outro, tenha chances de sucesso ainda maiores, pois o conhecimento tácito foi adquirido pelos membros, e isso não foi abordado como algo válido, para mim é um isso deveria ser observado, pois assumir que avaliar todas as opções e sempre optar pela mais segura (no caso deles seria não continuar com o projeto) é algo inteligente pode ser decepcionante principalmente no campo da inovação, somente lembrar de um computador pessoal na década de 70, era uma ideia ridícula e rejeitada por grandes empresas na época, veja no que deu. Um dos fundadores do PayPal, Max Levchin, tentou outras “n” empresas antes até o PayPal, provavelmente a experiência das outras tentativas que poderiam ter sido ridículas, mas mesmo assim motivacionadas para serem finalizadas ajudou em muito no knowledge adquirido para montar o PayPal. Se está em sua área e dedicado ao projeto o efeito halo pode sim ser algo vantajoso, pois a experiência vai ficar, de qualquer forma.

O livro é muito bom também para sacadas de comércio / vendas, por exemplo, você sabia que o número de motoristas doadores de órgão na Austria é de 100% e que na Alemanha é de apenas 4%, por que essa diferença tão grande? Simples, na Austria você é por padrão doador de órgão, você tem de marcar para não ser doador, e segundo pesquisas apresentada no livro o ser humano tende a não pensar de forma contrária a ajudar os outros, ou seja, ficar com o sentimento de culpa, logo esse viés de ajudar o próximo somado a disponibilidade de ter de ir e marcar que não quer ser doador faz com que o número de motoristas doadores seja muito maior do que em países onde os motoristas são por padrão não doadores.

Tendo isso em mente e mais o conhecimento de que os seguidores do blog que estão na mailing list do blog têm mais fidelidade ao conteúdo, na caixa de comentários do blog fiz uma modificação, coloquei um checkbox onde para que o user não receba um email de confirmação para participar da lista de emails do blog ele tem de marcar essa checkbox. Claro que não tem nem de perto o peso comparado de não doar órgãos, mas pense que a probabilidade de um user estar comentando em um conteúdo postado por ti, na caixa de comentários convencional onde ele tem de fornecer por padrão o nome, email e mensagem como concorrente a caixa de comentários do Facebook onde ele precisa apenas comentar e ainda tem poder de edição, é muito grande de ele ser sim um dos seguidores do blog que vão persistir a consumir o conteúdo se você o informar sempre que possível, adote isso ao fato de que haters são sempre minorias e então sua lista de emails tende a crescer. E guess what? Junto a essa técnica e a outras que coloquei no blog a lista de email está com crescimento diário maior do que 300%. Isso, acredito, pode crescer ainda mais, pois outra sacada que tem no livro, na verdade resultado de pesquisas apresentadas pelo autor, é que o ser humano tem aversão a perda. Eu até poderia assumir isso como verdade em uma conversa entre amigos, o problema é quando lhe mostram dados que sempre o sentimento de perda é maior que o de ganho e que dependendo da perda, mesmo o possível ganho sendo bem maior (isso na mesma categoria, dinheiro, por exemplo) a pessoa tende a adotar o padrão de evitar a perda deixando passar a oportunidade de ganhar muito mais. Ainda não fiz o teste, mas o próximo passo é mudar os textos próximos as boxes de confirmação de email, colocando um texto com viés de perda caso o user não se cadastre nela, estou esperando um número ainda maior de inscritos diariamente… olha o efeito halo!

Outro ponto apresentado no livro e importante é que a mudança nas extremidades dos valores tende a ter um impacto muito maior na decisão das pessoas, por exemplo, por meio de pesquisas ou autor mostrou que quando mudamos os valores de 0% para 5% ou de 90% para 95% eles têm mais peso do que mudar de 50% para 60%, pois a possibilidade de ganhar algo que era 0% e então virou 5%, ou seja, a chance que não existia agora existe sendo assim mais impactante segundo os resultados das pesquisas, o mesmo para a chance quase certa de ganhar algo, como quando de 90% para 95% as chances são aumentadas. O valor intermediário, mesmo que maior é menos impactante que os valores nas extremidades.

O autor fala também sobre algo que ele chama de “Olho no Placar”, comportamento que é interessante ao menos testar. Segundo o autor ficar olhando números de investimentos com muita frequência podem tirar você do caminho planejado anteriormente e então com o Sistema 1 em ação, adotar uma atitude de curto prazo que pode prejudicar os resultados esperados, muito comum na bolsa de valores, por exemplo. Se o planejamento foi a longo prazo, até mesmo em médio / curto prazo, o autor aconselha não acompanhar os números com muita frequência, pois devido a aversão a perda do ser humano, quando for acompanhar e os números não estiverem como esperados o sentimento de perda vai bater mais forte do que o ganho ou resultados positivos que teve até ali, é ai que segundo o autor, investidores de longo prazo que olham suas carteiras de investimento uma vez por semestre, por exemplo, tendem a ter os ganhos esperados e maiores que os de curto prazo. Ficar olhando as interações das postagens a todo momento é algo que não faço, isso ajuda muito nas tarefas que tenho a fazer além do blog.

Bom, o livro tem muito mais do que postei aqui. vou parar nesse ponto se não vai sair um livro do livro. Achei o livro muito bom. Interessante que notei que vendedores têm de ler mais livros de psicólogos, pois o estudo do comportamento humano nesses livros é muito bom para as estratégias de vendas, provavelmente, pois pelo menos para coletar emails de maneira mais eficaz ajudou muito (um passo para as vendas pode ser ainda menor). 

Como comentado no inicio, tem muito termo novo se você também é da computação, mas mesmo assim a leitura ainda é válida pelas sacadas que têm no decorrer da leitura. A parte da regressão a média, mesmo falando de sorte o autor não tira o mérito do trabalho pesado, da prática, então se me expressei mal acima, tenha em mente que essa parte é essencial para que você esteja ao menos competindo (não somente no esporte, mas na vida) em alto nível. O autor é Nobel de Economia, logo as cinco estrelas são premeditáveis, mas não pesou muito, as sacadas que encontrei junto ao saber que posso controlar o pensamento (mesmo que o autor tenha informado ser impossível utilizar somente o Sistema 2) apenas pensando em utilizar o Sistema 1 ou 2 fizeram a maior diferença na escolha das cinco estrelas. Então é isso, se tiver a oportunidade leia o livro, vale a pena.

Vlw

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Comentários Blog (3)

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Enviando, aguarde...
Adelson Rescarolli (1) (0)
09/11/2015
Rápido e devagar! É disso que preciso para fechar o quebra cabeça que estou estruturando sobre alavancavem de recursos com um mínimo de esforços. Não terminei de ler o livro do altor mais famoso nesta área mais já vi resultado imediato que tive na hora de vender minhas ideias.

É isso aí Vinicius,  não sei porque  mais vocês acaba sempre me persuadindo a comprar os livros que faz resenhas!
Em breve comprarei os dois sobre php pois terminei meu estágio em química  ( terei + tempo), e o próximo que vai para a lista será  este  Rápido e devagar!
Um grande abraço e parabéns por continuar compartilhando conhecimento com gente inteligente.
Responder
rick.duk (2) (0)
05/11/2015
obrigado pelo seu comentário, me deu muita vontade de ler esse livro...
Responder
simplescnp (1) (0)
07/01/2017
Valew Rick!
Responder